Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre sacrifício de louvor, que é o fruto de lá-bios que confessam o seu nome. Não negligencieis, igualmente, a prática do bem e a mútua cooperação; pois, com tais sacrifícios, Deus se compraz (Hb 13.15,16).

O culto a Deus não é uma opção, mas um dever. Não nos reunimos aos domingos para um mo-mento de lazer, ou para ocuparmos a nossa agenda com algo que alivia nossa consciência. Fo-mos criados para adorar o Criador. Adoramos a Deus com a nossa vida.
O texto acima nos ensina alguns princípios do culto na Nova Aliança.
1) O culto é uma oferta: OFEREÇAMOS. O culto não é para recebermos, mas para darmos. Não somos clientes ou expectadores, mas adoradores. Cultuar é servir. É colocar-se à disposi-ção do Senhor.
2) O culto é ininterrupto: SEMPRE. Ele não se limita ao tempo do culto coletivo ou individual, mas à vida toda. Adoração é muito mais que um evento, deve ser expressão do nosso estilo de vida. Não somos adoradores porque nos reunimos, nos reunimos porque somos adoradores.
3) O culto é dirigido a Deus: OFEREÇAMOS SEMPRE A DEUS. O culto deve ser teocêntrico – Deus no centro. Por mais que desejemos ter um culto “gostoso”, o culto é o momento em que dedicamos todos os nossos esforços para agradarmos a Deus, o culto precisa ser, acima de tu-do, “gostoso” para Deus.
4) O culto é mediado por Jesus Cristo: POR MEIO DE JESUS. Se tudo não for feito no nome de Jesus e através dele, teremos apenas um encontro com músicas e discursos, mas não um culto. Só somos capazes de nos aproximar de Deus através de Jesus Cristo, nosso salvador.
5) O culto é oferecido por meio de sacrifícios espirituais de louvor: SACRIFÍCIO DE LOUVOR. Não se trata de sacrifícios mortos, mas de um sacrifício vivo (eu) que é capaz de expressar louvor e adoração com tudo o que somos e com tudo o que temos. Oferecemos nossa vida e nossos recursos (não só nossas ofertas, mas também nossos dons e talentos).
6) O culto é a expressão de um novo estado espiritual: É FRUTO DE LÁBIOS QUE CONFESSAM O SEU NOME. Só cultuo de verdade, se isso for resultado do meu encontro pessoal com Jesus, porque culto é, acima de tudo, o relacionamento com alguém, no caso, com a Trindade, o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
7) O culto é confessional: CONFESSAM O SEU NOME. Confessamos o que cremos. Ao fazer-mos isso, evangelizamos. Professamos dominicalmente nossa fé. Reafirmamos nossos compro-missos com Jesus, com as Escrituras e com a Igreja.
8) O culto é acompanhado por atos de amor fraternal: NÃO NEGLIGENCIEIS, IGUALMENTE, A PRÁTICA DO BEM E A MÚTUA COOPERAÇÃO. O culto não é só vertical, ele é também horizontal, porque não cultuamos sozinhos. Por isso somos uma congregação, uma comunidade, e não podemos adorar a Deus sem perceber a importância do irmão que está do meu lado, fa-zendo o mesmo que eu, como Família de Deus ou Corpo de Cristo. É uma koinonia.
Certamente se nossos cultos forem cercados por estes princípios, teremos a certeza que, ao voltarmos para casa, o Senhor foi honrado, glorificado, exaltado, cultuado. É para isso que vi-vemos.
Rev. Jônatas