DEUS NOS GEROU EM SUA PROVISÃO E AQUILO QUE ESTÁ DIANTE DE NÓS É SEMPRE MAIOR DO QUE AQUILO QUE FICOU PARA TRÁS. A.W. Tozer

 Chegamos ao mês de outubro. Estamos celebrando os 500 anos da Reforma. No mundo evangélico, não se fala de outro assunto – são congressos, seminários, eventos especiais, encontros internacionais – e nós não estamos fazendo diferente. Estamos, do nosso jeito, celebrando esta data especial.

Queremos aprender com o passado, mas não apenas como algo para ser lembrado, mas como grandes desafios para tornar o futuro mais próximo ao que o Senhor Jesus deseja.

Olhamos para o passado e pensamos no legado que os Reformadores nos deixaram. Além de mudanças no âmbito religioso e espiritual, a Reforma também produziu efeitos em mais algumas áreas.

Trabalho – A ética protestante do trabalho enfatizou a importância do trabalho como vocação. A execução de tarefas, desde as mais simples, com excelência e diligência, é parte do bom testemunho cristão. O lucro, ainda que beneficie a própria pessoa, deve promover o bem comum.

Ciência – A ciência não estava mais submissa à palavra da igreja, mas foi incentivada a desenvolver ainda mais seu espírito investigativo. A ciência não é mais vista como inimiga da fé, porque a Reforma trouxe a consciência de que toda verdade é verdade de Deus.

Educação – A Reforma foi uma grande incentivadora para o desenvolvimento e universalização da educação. Como os fiéis teriam contato com a Bíblia se não fossem educados? Uma das primeiras iniciativas de Calvino foi a fundação da Academia de Genebra em 1559.

Família – Os princípios bíblicos da liderança e amor dedicados à esposa, a sujeição da esposa, a obediência dos filhos aos pais e o tratamento justo dos pais aos filhos foram reforçados na Reforma Protestante. A sociedade, começando pela família, deveria ser regulada pela lei do amor mútuo.

Esses avanços são um exemplo da contribuição da Reforma ao mundo. Passados 500 anos, alguns destes avanços podem parecer pequenos, mas graças a eles, outros tantos ajudaram a formar o mundo que vivemos atualmente.

Para nós, fica não só o exemplo do que homens podem fazer quando estão sujeitos à vontade de Deus, mas principalmente, o desafio de agirmos como herdeiros da Reforma, sendo uteis nas mãos de Deus para a construção de um mundo mais justo e igualitário, mas, principalmente, um mundo onde as pessoas vejam a beleza do Evangelho do Senhor Jesus, através do testemunho de uma igreja e de crentes que já foram Reformados pela experiência da conversão e entrega de suas vidas a Jesus.

Não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, depois do grego. Porque no evangelho é revelada a justiça de Deus, uma justiça que do princípio ao fim é pela fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé. Rm 1.16,17

Agora são outros 500!

  Jônatas