Medite, por um momento, na misericórdia de Deus. Ela é terna. Com um toque gentil e amável, o Senhor cura os corações enfermos e cicatriza suas feridas. Ele é tão gracioso na questão da misericórdia em si, quanto na prática dela. Esta se trata de uma grande misericórdia. Não existe nada pequeno em Deus. A misericórdia dele corresponde ao seu caráter -é infinita. Não é possível medi-la. Ela é tão grande que para grandes pecadores, perdoa pecados grandes, após grande espaço de tempo, e depois, concede grandes favores e privilégios, e nos ergue para grandes alegrias no grande céu do grande Deus. Esta misericórdia é imerecida , assim como deve ser toda verdadeira misericórdia; pois misericórdia merecida é apenas uma designação incorreta do termo justiça. O pecador não tinha qualquer direito à graciosa consideração do Altíssimo. Se o pecador houvesse sido entregue à condenação por causa da ira, somente o amor soberano teria encontrado um motivo para livrá-lo, pois no próprio pecador não havia qualquer motivo. Esta misericórdia é riquíssima. Algumas coisas são grandes mas têm pouca eficácia em si mesmas. A misericórdia de Deus é um encorajamento para espíritos abatidos; uma unção de ouro para feridas que sangram; uma atadura celeste para ossos quebrados; uma carruagem real para pés cansados; e, um abraço de amor para corações trêmulos. A misericórdia de Deus é abundante. Milhões já a receberam. Contudo, em vez de se esgotar, ela continua tão nova, tão repleta e tão espontânea como sempre o foi. Esta misericórdia é infalível, nunca abandonará você. Se ela é sua amiga, estará com você na tentação, para impedi-lo de ceder; também estará com você nas provações, para que você não desfaleça; A misericórdia de Deus estará com você durante toda a sua vida, para ser a luz e a vida de seu rosto. Ainda, esta misericórdia será a alegria de sua alma nos dias em que você estiver às portas da morte, quando todo o conforto terreno estiver se esgotando rapidamente.

Charles Spurgeon