Em todo o mundo, os 500 anos da Reforma Protestante estão sendo comemorados. A apresentação das 95 teses de Lutero em 31 de outubro de 1517 é um marco de um movimento de quase dois séculos que alterou profundamente a história da Igreja. A ênfase na autoridade das Sagradas Escrituras e na salvação somente pela graça, mediante a fé em Jesus Cristo, ressaltada pela Reforma, continua relevante hoje! Por que é importante lembrar e comemorar a Reforma?

Vemos alguns motivos para isto: 1) Para torná-la mais conhecida

Há um sem-número de crentes hoje – nascidos no contexto de grupos denominacionais que se desenvolveram fora desta herança – que não conhecem a história e não se reconhecem em seu legado.

2) Para agradecer a Deus

A Reforma foi um movimento levantado por Deus e realizado por homens e mulheres, testemunhas – fracas e falhas – que defenderam corajosamente a verdade da graça de Deus. Não devemos nos conformar à amnésia histórica tão em moda hoje.

3) Para reconhecer seu impacto e seus percalços

As consequências da Reforma Protestante reconhecidamente extrapolam o mundo protestante. A história humana, especialmente a ocidental, nunca foi a mesma. Houve grandes contribuições e, lógico, houve suas falhas.

4) Para voltar aos seus princípios

Não se trata apenas de recordação, mas de um retorno aos princípios básicos da fé. Especialmente, há uma necessidade urgente do retorno às Sagradas Escrituras como Palavra autoritativa de Deus sobre a vida da igreja e dos crentes.

5) Para fortalecer a identidade dos herdeiros da Reforma

Em tempos de fluidez e relativização de conceitos, precisamos renovar e fortalecer a identidade evangélica. Doze anos atrás, Robinson Cavalcanti já clamava:

O “livre exame”, como acesso universal dos crentes às Escrituras, foi desvirtuado por uma “livre interpretação”, que fragmenta. A cultura pós-moderna, com seu liberalismo revisionista, descrente de toda verdade, doutrina ou valores – absolutamente relativista – somente tende a agravar essa tragédia hegemô- nica no protestantismo dos países desenvolvidos, já exportada para nós. Sem a valorização da história (pre e pós Reforma), e absorvendo usos e costumes das diversas culturas em que nos inserimos, vamos nos tornando uma pálida imagem da Reforma. Com esse presente – sem passado e sem identidade -, qual será o seu futuro? O Senhor da Reforma, em sua providência poderá outra vez reformá-la?

Agora são outros 500. Não queremos apenas história, queremos crentes Reformados, cheios do Espírito Santo e cheios das Escrituras. Participe e envolva nos eventos para a comemoração dos 500 anos da Reforma, sejam os promovidos pela IPJP, pelo Presbitério ou pelo Conselho de Pastores. Em breve teremos um calendário destas celebrações.

Rev. Jônatas